A história inspiradora de Lavanery à frente da Apiguana, uma das mais tradicionais concessionárias STIHL no Ceará.
A trajetória de Francisco Lavanery, fundador da Apiguana, concessionária STIHL com 60 anos de atuação em Fortaleza (CE), começou com apenas 13 anos de idade. Com criatividade, ele pegou um caixote de madeira que vinha com pacotes de maisena, colocou uma tampa, prateleiras e pés. “Montei um pequeno balcão, comprei fogos no atacado e passei a vender”, recorda o empreendedor, hoje com 90 anos.
Na juventude, foi para São Paulo estudar. Mas, com a morte do pai, teve de ajudar a mãe, com oito filhos. Partiu, então, para Recife, onde tinha amigos, e lá conseguiu trabalho como vendedor de interfones — tecnologia que, nos anos 1950, era novidade. Depois, voltou a Fortaleza, e montou um pequeno posto de combustíveis. Começou apenas com um vigia e, a partir do crescimento do negócio, fez um gesto ousado para a época: contratou uma atendente mulher, enfrentando o preconceito em um ambiente dominado por caminhoneiros e motoristas. Em paralelo, representou adubos, montou uma construtora com o irmão e entrou em uma sociedade de transporte de asfalto.
“Eu sempre estava inovando, sempre crescendo, sempre buscando coisas novas. Eu nunca parei”, relembra Lavanery.
O sonho da loja de ferramentas
Apesar da diversidade de atuação — posto, construtora, transporte de asfalto — havia um projeto que não saía da sua mente: abrir uma loja especializada em ferramentas. No dia 16 de agosto de 1965, esse sonho tornou-se realidade com o início da Apiguana. A trajetória, porém, não foi linear. A sociedade na construtora para obras governamentais enfrentou atrasos de pagamentos e prejudicou as finanças de Lavanery, quase impactando a loja também. Foi um período de aperto, mas, mesmo assim, a Apiguana ganhou novo endereço em uma das principais regiões comerciais de Fortaleza. Alcançou mais visibilidade, ampliou o mix de produtos, fortaleceu relações com grandes fabricantes e passou a ser referência no mercado. “Eu sempre fui atrás, no peito e na raça. Dei duro, passei por muita dificuldade. Mas conquistei tudo com trabalho, confiança e fé em Deus. Hoje tenho imenso orgulho da nossa história com as quatro lojas, uma assistência técnica e um centro de distribuição”, diz.
A confiança STIHL
Nessa trajetória de sucesso, Lavanery conta que um dos momentos mais decisivos foi o surgimento da parceria com a STIHL, em 1997. “Uma fabricante com tudo o que eu sempre busquei: produto bom, marca forte, compromisso sério. A afinidade foi imediata”, destaca Lavanery.

» Seja sincero com o cliente, e ele pode te trazer mais dez. Mas se você perder um, pode perder cem. «
Francisco Lavanery, fundador da Apiguana
Três perguntas para Sr. Lavanery
1 – Quando começou a história da Apiguana?
A Apiguana começou muito antes de 1965. Na verdade, começou quando eu tinha 13 anos, com um caixote de madeira, vendendo fogos. Ali eu aprendi a comprar, vender, conversar com o cliente. Depois, trabalhando com ferramentas, eu já sabia que um dia teria uma loja própria.
2 – O que a STIHL representa dentro da história da Apiguana?
A STIHL chegou como tudo que eu sempre busquei: produto bom, marca forte, compromisso sério. Sempre procurei inovar, ter bons fabricantes comigo. Eu não parei no tempo, fui ampliando o mix, e a STIHL veio para somar. É uma parceria de extrema confiança e que muito nos orgulha.
3 – Qual o segredo para uma concessionária STIHL ter longevidade?
Estar na frente. Conhecer o produto que vende. Ser sincero com o cliente. Não é empurrar máquina, é indicar o que é melhor para ele. Atender bem, ir na obra, na fazenda, acompanhar, ajudar. E muito importante: honestidade. Se você fizer um cliente se sentir lesado, você perde ele e mais um monte. Um cliente bem atendido lhe traz dez. Um cliente perdido pode levar cem.

Sr. Lavanery, hoje com 90 anos:
trabalho intenso e coragem de empreender

Entrega da placa em homenagem aos 60 anos da Apiguana




